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Quinta-feira, 8 de Janeiro de 2009
Felizmente há luar - teste

 

Lê atentamente o seguinte excerto, para responderes correctamente ao seguinte questionário:
 
Texto
BERESFORD
           (Para Vicente e para Corvo)
Os chefes?! Quem são os chefes?
 
CORVO
Fala-se deste e daquele, mas ninguém sabe ao certo.
 
BERESFORD
Quero saber quem são os chefes. Comprem quem for preciso, vendam a alma ao diabo, mas tragam-nos os nomes dos chefes...
 
(Corvo e Vicente saem.)
 
D. MIGUEL
Eu também tenho medo, senhores, mas o meu medo não é semelhante ao vosso. Pouco me importa a fortuna ou a vida, ambas daria de boa vontade, se me fosse necessário fazê-lo, pela minha terra. A Pátria, Excelências, não é, para mim, uma palavra vã... Se algum sonho tenho, se a um estadista é permitido sonhar, o meu sonho é de não morrer sem exterminar de vez as sementes da anarquia e do jacobinismo... Sonho com um Portugal próspera e feliz, com um povo simples, bom e confiante, que viva lavrando e defendendo a terra, com os olhos postos no Senhor.
 
Sonho com uma nobreza orgulhosa, que, das suas casas, dirija esta terra privilegiada. Vejo um clero, uma nobreza e um povo conscientes da sua missão, integrados na estrutura tradicional do Reino... Não lhes nego, Excelências, que não sou um homem do meu tempo. Um mundo em que não se distinga, a olho nu, um prelado dum nobre, ou um nobre dum popular, não é mundo que eu deseje viver. Não concebo a vida, Excelências desde que o taberneira da esquina possa discutir a opinião d'el-rei, nem me seria possível viver desde que a minha opinião valesse tanto como a de um arruaceiro.
 
Pergunto-vos, senhores: que crédito, que honras, que posições seriam as nossas, se ao povo fosse dado escolher os seus chefes?
 
BERESFORD
Já que temos ocasião de crucificar alguém, que escolhamos a quem valha a pena crucificar... Pensou em alguém, Excelência?
 
D. MIGUEL (Passeando agitadamente à frente do palco)
Sou um homem de gabinete. Não tenho as qualidades necessárias para falar ao povo...
 
(Começa a apagar-se a luz que incide sobre Beresford e o principal Sousa)
 
Repugna-me a acção, estaria politicamente liquidado se tivesse de discutir as minhas ordens… Não sou, e nunca serei, popular. Quem o for, é meu inimigo pessoal.
 
(Pausa)
 
No estado em que se encontra o Reino, basta o aparecimento de alguém capaz de falar ao povo para inutilizar o trabalho de toda a minha vida... E há quem seja capaz de o fazer...
 
(Entram Corvo e Vicente, respectivamente pela esquerda e pela direita do palco.)
 
VICENTE
Excelências, todos falam num só homem...
 
CORVO
Um só nome anda na boca de toda a gente.
 
(Surge Morais Sarmento, que avança do fundo do palco.)
 
MORAIS SARMENTO
Senhores Governadores: onde quer que se conspire, só um nome vem à baila.

Abre os braços no gesto
dramático de quem faz uma
revelação importante e
inesperada.
Começam a ouvir-se
tambores ao longe, muito
em surdina.
 
 


 

CORVO
O nome do general Gomes Freire d’Andrade!
 
(Acende-se a luz que ilumina Beresford e o principal Sousa.)
 
D. MIGUEL
Senhores Governadores: aí tendes o chefe da revolta. Notai que lhe não falta nada: é lúcido, é inteligente, é idolatrado pelo povo, é um soldado brilhante, é grão-mestre da Maçonaria e é, senhores, um estrangeirado...
 
BERESFORD
Trata-se dum inimigo natural desta Regência.
 
PRINCIPAL SOUSA
Foi Deus que nos indicou o seu nome.
 
D. MIGUEL
(Sorrindo)
Deus e eu, senhores! Deus e eu...
 
CORVO
Mas, senhores, nada prova que o general seja o chefe da conjura. Tudo o que se diz pode não passar de um boato…
 
D. MIGUEL
Cale-se! Onde está a sua dedicação a el-rei, capitão?
 
PRINCIPAL SOUSA
Agora me lembro de que há anos, em Campo d'Ourique, Gomes Freire prejudicou muito a meu irmão Rodrigo!
 
Felizmente há Luar, Luís de Sttau Monteiro
 
 
I
Questionário
 
1.      Enquadra este excerto na estrutura externa e na estrutura interna da obra.                                     20 pontos
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2.      Refere a importância do excerto transcrito para o desenvolvimento da acção da peça.       20 pontos
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3.      Relê o texto até “Senhores Governadores: aí tendes o chefe da revolta.” Identifica, justificando, três elementos cénicos que contribuem para aumentar a tensão dramática.                                           20 pontos
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4.      “Trata-se dum inimigo natural desta Regência”. Explica como, no contexto, esta réplica de Beresford tem um efeito irónico.                                                                                                                        10 pontos
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5.      Apresenta, a partir do texto, três traços caracterizadores de D. Miguel.                                            20 pontos
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6.      Caracteriza de forma sumária as seguintes personagens:                                                      40 pontos
a)     Beresford;
b)      Pincipal Sousa;
c)      Os capitães Corvo e Morais Sarmento;
d)     Vicente.
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7.      Há vários motivos apontados para a condenação de Gomes Freire d’Andrade. Apresenta a fundamentação referida pelos regentes do país.                                                                               20 pontos
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8.      Traça o retrato de Gomes Freire d’Andrade, comparando-o com o de D. Miguel.                20 pontos
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II
Expressão Escrita
                                                                                                             
Num texto de 150 a 160 palavras, imagina-te advogado(a) de acusação de um delator (inspirando-te em Vicente/ um elemento da PIDE/ Judas), referindo os argumentos que utilizarias em tribunal para o acusar e como convencerias o juiz e os jurados das razões para a condenação do delator. 
                                                                                                                                                          30 pontos
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Bom Trabalho.
publicado por paulacalcadaalves às 20:19
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Felizmente há luar - Questionário

 

1º Questinário (páginas 56Não lhes quero ocultar o que sei…” à 59Preferia, certamente, que me exprimisse em latim?”)
 
1.     Lê o acto de fala inicial de D. Miguel.
a)    Salienta a intenção subjacente à sua primeira afirmação.
b)    Explica a que se refere a personagem quando diz: “… não só a confiança d’el-rei como algo mais substancial”.
2.     A partir da primeira intervenção do Principal Sousa, avalia o comportamento revelado, tendo em conta o estatuto social que representa.
2.1.   Identifica quem é referido como “inimigos do Senhor”.
3. Explica a funcionalidade da interrogação da última réplica.
 
2º Questionário (páginas 77 “Já que temos ocasião de crucificar…” à 80 “Senhores Governadores: aí tendes o chefe da revolta …”)
 
1.     Neste caso, assiste-se à escolha, algo arbitrária, do responsável por uma suposta conspiração. Indica em quem poderá recair a acusação, justificando a tua resposta.
2.     Caracteriza o governador D. Miguel, tendo em conta as palavras proferidas.
3.     Traça o retrato de Gomes Freire d’Andrade, comparando-o com o de D. Miguel.
4.     Há vários motivos apontados para a condenação de Gomes Freire d’Andrade. Apresenta a fundamentação referida pelos regentes do país. 
publicado por paulacalcadaalves às 20:15
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Quarta-feira, 13 de Agosto de 2008
Luís de Sttau Monteiro

Nome: Luís Infante de Lacerda Sttau Monteiro
Nascimento: 3-4-1926, Lisboa
Morte: 23-7-1993, Lisboa

Ficcionista, autor dramático, encenador e jornalista português, formado em Direito, Luís Infante de Lacerda Sttau Monteiro nasceu a 3 de Abril de 1926, em Lisboa, e morreu, também nesta cidade, a 23 de Julho de 1993. De ascendência espanhola, viveu uma parte da adolescência em Inglaterra, onde o seu pai foi embaixador.
Nos anos 70 do século XX, desenvolveu actividade como jornalista, tendo colaborado com o Diário de Notícias e com o Expresso e, na década seguinte, dirigido Confidencial (1984) e colaborado como guionista de uma novela televisiva.
Iniciou a sua carreira literária com a narrativa Um Homem Não Chora, obra saudada como uma revelação da ficção portuguesa contemporânea, a que se seguiu um romance de grande êxito, Angústia para o Jantar, onde se salientam a "ironia, o gosto pela sátira, a distanciação emocional, o cinismo [...] e, no plano estilístico, a vivacidade dos diálogos." (FERREIRA, António Mega - "Um Homem e a Sua Obra", introdução a Angústia para o Jantar, Círculo de Leitores, s/l, 1986, p. VIII).
Situado numa segunda geração neo-realista, foi sobretudo pela sua obra dramática que viria a ser consagrado, recebendo com Felizmente Há Luar!, em 1962, o Grande Prémio de Teatro da Associação Portuguesa de Escritores. Essa peça histórica, que recorda a rebelião do general Gomes Freire de Andrade, foi proibida pela censura tendo sido representada no nosso país apenas em 1978.
As suas sátiras sobre a ditadura e a Guerra Colonial, fruto do seu espírito crítico e combativo, tornaram-no objecto de perseguição política, chegando mesmo a ser preso como quando publicou A Estátua e A Guerra Santa.
Embora levadas à cena por companhias estrangeiras, poucas peças de Luís de Sttau Monteiro foram representadas em Portugal antes do 25 de Abril, exceptuando-se As Mãos de Abraão Zacut, estreada em 1969 pela Companhia do Teatro Estúdio de Lisboa, sob a direcção de Luzia Maria Martins.
Homem essencialmente de teatro, Sttau Monteiro foi ainda autor de uma adaptação da novela O Barão, de Branquinho da Fonseca, e de várias traduções de autores dramáticos como Shakespeare ou Ibsen, que ele próprio levou à cena.

Bibliografia: Um Homem Não Chora, Lisboa, 1960; Angústia para o Jantar, Lisboa, 1961; Felizmente Há Luar!, Lisboa, 1961; Todos os Anos, pela Primavera, Lisboa, 1963; O Barão, Lisboa, 1964; Auto da Barca do Motor fora da Borda, Lisboa, 1966; A Guerra Santa, Lisboa, 1967; A Estátua, Lisboa, 1967; As Mãos de Abraão Zacut, Lisboa, 1968; Sua Excelência, Lisboa, 1971; E se For Rapariga chama-se Custódia, 1978; Crónica Atribulada do Esperançoso Fagundes, Lisboa, 1981

 

 

publicado por paulacalcadaalves às 20:44
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